August 17, 2021
From World Peace Council
98 views

On the 76 years of the atomic bombings of Hiroshima and Nagasaki, the
Portuguese Council for Peace and Cooperation recalls the nuclear horror
that killed hundreds of thousands of people, reaffirming the demand for
the end of nuclear weapons and all weapons of mass destruction.

The American atomic bombings on the Japanese cities of Hiroshima and
Nagasaki, which took place on August 6 and 9, 1945, were carried out at
a time when Japan was already militarily defeated.

The number of victims expresses well the cruelty of these nuclear
attacks. It is estimated that the combined moments of the two explosions
immediately took the lives of more than 100,000 people, with many others
having died by the end of 1945 as a result of their injuries. The
consequences of exposure to radiation were felt in the survivors and
their descendants, who for decades suffered cancer diseases and
congenital malformations.

It is in the wake of the Nazi-fascist barbarism and the deaths,
suffering and destruction it caused in World War II and the horror of
the atomic bombings of Hiroshima and Nagasaki that a broad movement for
world peace and the demand for the abolition of nuclear weapons arises
with the central objective of action by all those who, in Portugal and
in the world, uphold international peace, security and cooperation.

The Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI) estimates
that there are currently more than 13,000 nuclear weapons distributed
among nine countries, of which around 2,000 are in a state of “high
alert”. Between themselves the US and Russia hold almost 12,000 nuclear
weapons, with China (350), France (290), the United Kingdom (225),
Pakistan (165), India (156), Israel (90) and the Democratic People’s
Republic of Korea (less than 10) completing the group of nine countries
possessing this type of weapon.

Of these countries, only the US used this type of weapon, having nuclear
weapons in military bases located in other countries and in navy fleets
throughout the world, while admitting the possibility of a so-called
“preventive” nuclear attack, even against countries that do not have
nuclear weapons.

Remembering Hiroshima and Nagasaki, remembering the horror and
destruction caused by the atomic bombs, remembering the victims and the
aftereffects of this terrible crime is also a wake-up call for current
and future generations: a nuclear war, with the capabilities of current
arsenals , would not limit itself to replicating the consequences of
Hiroshima and Nagasaki, but would expand these consequences on a scale
never seen before – the use of a tiny part of the nuclear weapons
currently in existence would be enough for life on Earth to be seriously
threatened.

The CPPC reaffirms that Portugal must strive for the immediate abolition
of all nuclear weapons and other weapons of mass destruction in all
international bodies where it is present and sign, ratify and promote
the Treaty on the Prohibition of Nuclear Weapons, a treaty in force
within the scope of UN, actively contributing to a world free of nuclear
weapons, to peace, to general, simultaneous and controlled disarmament.

In this regard, the CPPC calls on all Peace-loving people to sign the
Petition “For Portugal to join the Treaty on the Prohibition of Nuclear
Weapons – Upholding peace is upholding life” and which is accessible on:

https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=ProibirArmaNuclear [3]

For the present and future of Humanity, peoples must not forget.

Hiroshima and Nagasaki must remain in our collective memory so that they
never happen again.

National Board of the CPPC

August 2021
-/-

HIROXIMA E NAGASAKI NUNCA MAIS!

Nos 76 anos dos bombardeamentos atómicos de Hiroxima e Nagasaki, o
Conselho Português para a Paz e Cooperação recorda o horror nuclear
que vitimou centenas de milhares de pessoas, reafirmando a exigência do
fim das armas nucleares e de todas as armas de destruição massiva.

Os bombardeamentos atómicos norte-americanos sobre as cidades japonesas
de Hiroxima e Nagasaki, ocorridos a 6 e 9 de Agosto de 1945, foram
realizados num momento em que o Japão já se encontrava militarmente
derrotado.

O número de vítimas expressa bem a crueldade destes ataques nucleares.
Estima-se que os momentos somados das duas explosões tiraram de
imediato a vida a mais de 100 mil pessoas, tendo outras tantas falecido
até ao final de 1945 em consequência dos ferimentos sofridos. As
consequências da exposição à radiação fizeram-se sentir nos
sobreviventes e seus descendentes, que sofreram doenças oncológicas e
malformações congénitas durante décadas.

É na esteira da barbarie nazi-fascista e da morte, sofrimento e
destruição que causou na Segunda Guerra mundial e do horror dos
bombardeamentos atómicos de Hiroxima e Nagasaki que se desenvolve um
amplo movimento pela paz a nível mundial e a exigência da abolição
das armas nucleares como um objetivo central da ação de todos quantos,
em Portugal e no mundo, defendem a paz, a segurança e a cooperação
internacionais.

O SIPRI estima que existam atualmente mais de 13 mil armas nucleares
distribuídas por nove países, das quais cerca de 2000 se encontram em
estado de «alerta máximo». Entre os EUA e a Rússia contam-se, no
total, quase 12 mil armas nucleares, com a China (350), a França (290),
o Reino Unido (225), o Paquistão (165), a India (156), Israel (90) e a
República Popular Democrática da Coreia (menos de 10) a completarem o
grupo de nove de países na posse deste tipo de arma.

Destes países, só os EUA utilizaram este tipo de armamento, tendo
armas nucleares em bases militares sediadas noutros países e em
esquadras navais espalhadas por todo o mundo, ao mesmo tempo que admitem
a possibilidade de um ataque nuclear dito «preventivo», mesmo contra
países que não possuam armas nucleares.

Recordar Hiroxima e Nagasaki, recordar o horror e a destruição
causadas pelas bombas atómicas, recordar as vitimas e as sequelas
deixadas por este tenebroso crime é também um grito de alerta para as
atuais e futuras gerações: uma guerra nuclear, com as capacidades dos
arsenais atuais, não se limitaria a replicar as consequências de
Hiroxima e Nagasaki, antes ampliaria estas consequências a uma escala
nunca antes vista – bastaria a utilização de uma ínfima parte das
armas nucleares atualmente existentes para que a vida na Terra ficasse
seriamente ameaçada.

O CPPC reafirma que Portugal deve pugnar pela imediata abolição de
todas as armas nucleares e outras armas de destruição massiva em todas
as instâncias internacionais em que está presente e assinar, ratificar
e promover o Tratado de Proibição de Armas Nucleares, tratado em vigor
no âmbito da ONU, contribuindo ativamente para um mundo livre de armas
nucleares, para a paz, para o desarmamento geral, simultâneo e
controlado.

Neste sentido, o CPPC apela a todos os amantes da Paz a que assinem a
Petição “Pela adesão de Portugal ao Tratado de Proibição de Armas
Nucleares – Defender a paz é defender a vida” e que está acessível
em:

https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=ProibirArmaNuclear [3]

Pelo presente e futuro da Humanidade é preciso que os povos não
esqueçam.

Hiroxima e Nagasaki devem permanecer na nossa memória colectiva para
que nunca mais aconteçam.

Direção Nacional do CPPC

Agosto de 2021




Source: Wpc-in.org